A exposição “Brasil – A Navalha na carne ” é sucesso no PAC-Milano

On 10 de julho de 2018 by Ze Ronaldo

No dia (04/07) abriu a exposição “Brasil, a Navalha na Carne” no PAC Milano, curadoria de Jacopo Crivelli Visconti e Diego Sileo. São 30 trabalhos de importantes nomes da arte contemporânea brasileira. Com a exposição “BRASIL. A Navalha na Carne” do PAC em Milão continua a exploração dos continentes na fuga arte contemporânea, oferecendo uma seleção de 30 artistas brasileiros de diferentes gerações, ativos dos anos setenta em diante. A exposição segue até 09 de setembro.

Promovido pela Câmara Municipal de Milão – Cultura e PAC produzido por Silvana Editoriale, promovido pelo Consulado Geral do Brasil, em Milão, a exposição é organizada com o apoio da TOD’S, patrocinadores da exposição da PAC, com a contribuição de Alcântara e Cairo Editore e com o apoio da Vulcano.

‘Navalha na Carne”, é o título de uma peça do escritor brasileiro Plínio Marcos, com muita atividade durante os anos da ditadura militar no Brasil. A exposição declara-se assim, a partir do título, em conflito. Através de instalações, fotografias, vídeos e performances, muitos dos artistas convidados apresentam este conflito, que não tem começo e ainda menos um fim, é difícil resumir em palavras e raramente resulta em brigas físicas ou batalhas. Não é um conflito de guerra, mas social e, acima de tudo, simbólico.

Ao reunir uma série de trabalhos realizados no Brasil nas últimas quatro décadas, a exposição quebra convenções e clichés sem a pretensão de ser um retrato do país ou a sua cena de arte, mas sim refletir sobre o conflito: a confrontos, violência e opressão política , social, racial, ecológico e cultural. A linguagem direta, aparentemente ingênua, mas na expedição real de mensagens, fala de sonhos despedaçados e expectativas não cumpridas, mas também de um povo que são capazes de preservar um otimismo surpreendente e grande confiança no futuro.

Fotos Internet

Daniel Steegmann Mangrané

Os artistas em exposição: Maria Thereza Alves; Sofia Borges; Paloma Bosquê; Jonathas de Andrade; Iole de Freitas; Daniel de Paula; Deyson Gilbert; Fernanda Gomes; Ivan Grilo; Carmela Gross; Tamar Guimarães; Maurício Ianês; Clara Ianni; Francesco João; André Komatsu; Runo Lagomarsino; Leonilson; Ícaro Lira; Cinthia Marcelle; Ana Mazzei; Letícia Parente; Regina Parra; Vijai Patchineelam; Berna Reale; Celso Renato; Mauro Restiffe; Luiz Roque; Daniel Steegmann Mangrané; Tunga; Carlos Zilio.

Em cada um dos artistas apresentados como Celso Renato (1919-1992) e a geração mais jovem representada por artistas como Clara Ianni, Daniel de Paula e Francesco João (todos da classe 1987), a adesão é clara, não tanto escola única ou expressão formal, mas mais geralmente um sentimento comum que afunda suas raízes em comparação com o vasto território brasileiro e com a dinâmica que o atravessa.

 

André Komatsu

Capa da exposição “BRASIL – A Navalha do Carne”

Ivan Grillo

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