Baile do Sarongue o baile que já virou um “hit” na cidade maravilhosa

On 10 de fevereiro de 2018 by Ze Ronaldo

O primeiro Baile do Sarongue a gente nunca esquece. E nessa última quinta (08/02) debutei no concorrido baile organizado, entre outros pelo artista plástico Ernesto Neto. Na quarta, dei uma passadinha rápida no salão do Monte Líbano, onde aconteceu o baile para encontrar minha amiga Raquel Guerreiro que decorou os banheiros da festa. Vi o décor sendo montado o clima “Xamã”, tema do baile, já estava ali. Aliás, a cultura indígena, ou o pouco que sabe sobre ela virou o “hit” da intelectualidade artística cosmopolita.

-Todos com sua chave na mão, falava a segurança na entrada para uma modesta fila na porta do baile. Chave, eu não tinha. Tinha nome na porta. Não gosto muito desse negócio de nome na porta. Mas, o nome estava lá e eu que amo uma organização fiquei surpreso. O baile é totalmente organizado. Da entrada a saída, caixas e tudo mais. Cheio, o baile à meia noite estava cheio. As varandas abertas e o forte ar condicionado nos salões deixou o clima fresco. Fresco, essa era a palavra que definiu o baile para mim. Fresco, sem frescuragem. Leve, aquele clima de carnaval para quem gosta de brincar. Uma matinê politicamente correta, um pouco de weed, um pouco gay, heteros comportados e todas as gerações de pessoas do bem que ainda resistem na cidade. Tanto da direita e dessa esquerda que só os cariocas conseguem ser. Pessoas não importa, credo, cor, raça e gênero.

Porque viver no Rio é uma resistência apaixonada. O Baile do Sarongue é uma festa de resistência. Uma música maravilhosa. No funk e only marchinhas e sambas enredos e o som também estava muito bom. A luz podia ser um pouco melhor.  A ideia da minhoca servindo de tipo futton era boa as pessoas se jogavam ali para descansar, mas na horadas mulheres se levantaram com seus saltos altos ficava meio complicado. Não tinha mesas, a única que eu vi estava ocupada pelo Joaquim Álvaro Monteiro de Carvalho e seus fiéis seguidores.

Todos fantasiados de tudo o que era criativo. Mulheres lindas e homens divertidos, eu diria. Estrangeiros, possíveis dondocas, atores galãs e atrizes medianas. Faltou uma “star”, o baile é para ser a big star, porém faltou um mulherão. Daquelas sem idade. Tinhas algumas que se candidatavam a esse posto, mas não chegavam. Homenzão tinha o Nalbert  e o Thiago Lacerda, serve? Enfim, um baile para curtir sem frescura. Delícia de noite.  As malandras cortaram um dobrado para irem até o chão.

Foto Odir Almeida

Baile de Sarongue

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