Marcelo D2 e Maria Frering na abertura da expo “Nas Pontas dos Dedos” na galeria Nara Roesler em Ipanema

//Marcelo D2 e Maria Frering na abertura da expo “Nas Pontas dos Dedos” na galeria Nara Roesler em Ipanema

Marcelo D2  e Maria Frering na abertura da expo “Nas Pontas dos Dedos” na galeria Nara Roesler em Ipanema


Ontem (28/02) último dia de fevereiro de 2018, foi aberta a exposição “Nas Pontas dos Dedos”, na Galeria Nara Roesler, em Ipanema. Obras em diferentes formatos da talentosa artista que faleceu em fevereiro de 2015. Uma das mais importantes artistas brasileiras que representa o abstrato em singularidade de cor e formas.  O testo da exposição é do curador e pesquisador Paulo Miyada, transcrevemos aqui alguns trechos da apresentação.

 “Nas pinturas e gravuras que constituem o cerne desta exposição, pode-se encontrar uma variada gama de composições e soluções que passaram pelas colagens de Tomie Ohtake. Em algumas delas, a semelhança com o que se encontra nas cores, formas e texturas dos papéis é impactante. Noutras, é possível intuir os processos de permutação experimental de cores e proporções que a artista conduzia no desenvolvimento de telas e impressões. O próprio ir e vir entre gravura e pintura pode ser entendido dessa maneira, como um fluxo de formas continuamente aprimoradas a cada transladação.Reunidas, essas obras – que perpassam décadas de produção – conformam indícios de um inquieto pensamento pictórico.

Dois aspectos desse pensamento merecem especial atenção, além do referido elemento processual aqui enfatizado. O primeiro é a amplitude da gama cromática explorada pela artista e a desenvoltura com que ela propõe combinações de áreas de cor. Não há tabu: valem tanto os esmaecidos ocres quanto as vibrantes cores terciárias, tão luminosas que parecem fluorescentes. Tomie Ohtake foi uma colorista única, e sua fase mais ousada nesse aspecto foi a da década de 1970. Em comparação com o escopo relativamente estreito

do repertório cromático de sua geração, Tomie Ohtake se destaca como uma inovadora que legou às gerações seguintes antecedentes disruptivos. O segundo é o sutil jogo de formas que se sucede entre as obras dessa época, formado pela concatenação de curvas e retas em ondulações diversas. À primeira vista, pode parecer um campo coeso, com limitadas variações, mas o que Tomie Ohtake fez foi variar intensamente a relação da curva com as bordas do quadro pictórico”.

 

Fotos Paulo Jabur

Tomie Ohtake – Galeria Nara Roesler

Tomie Ohtake – Galeria Nara Roesler

Tomie Ohtake – Galeria Nara Roesler

Tomie Ohtake – Galeria Nara Roesler

Renato Bezerra de Mello e Brígida Baltar

Joana Bonelli e Maria Antonia Ferraz

Raul Mourão e Marcos Chaves

Alexandre Roesler e Ricardo Ohtake

Ralph Camargo e Rui Ohtake

Gabriela Moraes e Marcelo D2 e Marcos Chaves

Fernanda Colaço e Maria Frering

Cecília Bulhões e Eduardo Kaiser

Ana Luiza Camargo e Rui Ohtake

Hélio Ferraz e Maria Antonia Ferraz

Rosa Marques Moreira e Ricardo Filgueiras

Alberto Baraya e Gabriela Moraes

Daniel Senise e Alexandre Roesler

Daniel Senise

Bebel Palhares e Luiza de Paula Machado

Comentários