Carlos Cruz-Diez falece em Paris e postamos texto de Maria Cristina Burlamaqui sobre o seu trabalho

//Carlos Cruz-Diez falece em Paris e postamos texto de Maria Cristina Burlamaqui sobre o seu trabalho

Carlos Cruz-Diez falece em Paris e postamos texto de Maria Cristina Burlamaqui sobre o seu trabalho


Um dos expoentes maior da arte latino americana e mundial, o venezuelano Carlos Cruz-Diez, faleceu em Paris, no dia 27 de junho aos 95 anos. O artista era considerado um dos maiores artistas vivos da arte cinética. Pedimos a curadora e colecionadora Maria Cristina Burlamaqui que nos disponibilizasse o texto o texto da exposição que aconteceu em 2010 na Galeria Ipanema e que ela foi curadora.

O instável da cor

A obra cinética de  Cruz-Diez ocupa um lugar inédito no mundo das artes plásticas, lugar este alcançado pelas diversas variáveis de suas fisiocromias na construção de uma abertura pictural autônoma. Nesta transmutação de elementos plásticos e de signos gráficos, o artista elabora uma textura sólida que irradia a matéria cromática “a cor aditiva”, segundo suas palavras. Tem como base grande numero de linhas paralelas, de diferentes cores que vão se misturar e criar uma nova cor aos olhos de quem as observa. O sistema de quase veladura sobrepõe-se às cores, e cada uma delas se mostra como se “tragasse” as demais, sempre em vibração de movimento contínuo de sobras e luz em um jogo de contrastes tonais de efeitos visuais efêmeros .

Cruz Diez torna a experiência do olhar em acontecimento!

 

Carlos Cruz-Diez – Getty Images

Carlos Cruz-Diez – Getty Image

Carlos Cruz-Diez – Getty Image

Carlos Cruz-Diez

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