Galeria Jaqueline Martins discute o feminino com exposição coletiva “Comigo Ninguém Pode”de artistas femininas

//Galeria Jaqueline Martins discute o feminino com exposição coletiva “Comigo Ninguém Pode”de artistas femininas

Galeria Jaqueline Martins discute o feminino com exposição coletiva “Comigo Ninguém Pode”de artistas femininas


A Galeria Jaqueline Martins apresenta Comigo Ninguém Pode”, exposição coletiva que reúne trabalhos realizados por artistas e intelectuais mulheres desde os anos 1960 até a atualidade. A mostra, realizada em colaboração com a curadora Mirtes Marins de Oliveira, com a  a ocupa dois andares da galeria e terá sua abertura no sábado, dia 21 de setembro, às 14 horas. 

A partir de obras de artistas como Amélia Toledo, Ana Mazzei, Georgete Melhem, Isabela Capeto, Letícia Parente, Lydia Okumura, Maria Noujaim, Marta Minujín, Martha Araújo, Paula Garcia, Regina Vater e Ubu Editora, a mostra busca questionar entendimentos sobre a noção de feminino, caracterizado pelos atributos de delicadeza, intuição, intimidade, acolhimento, afeto, que são, em geral, apontados como oposição ao universo da racionalidade, força, organização e precisão.  

A mostra apresenta em justaposição, confronto e sobreposição, produções de diferentes momentos históricos, linguagens e temáticas divergentes, realizadas a partir de perspectivas individuais e/ou sociais, verificando de que forma a produção de artistas dos anos 1960/1970 (e mesmo em períodos anteriores) reverbera nas práticas contemporâneas. Como emblema dessas relações, o trabalho “Comigo ninguém pode”(1981), de Regina Vater, dá nome ao evento por evidenciar o interesse da artista em discutir categorias limitadoras e excludentes, a partir de uma pesquisa sobre cultura popular. Temas caros aos dias atuais. 

A exposição, realizada em colaboração com a curadora Mirtes Marins de Oliveira, conta ainda com seleção exclusiva de publicações e livros de artistas mulheres, organizada por Desapê, e conta com uma mostra especial de obras em vídeo feita em parceria com a Associação Cultural Videobrasil. Para fundamentar o pano de fundo histórico da mostra são apresentados textos feministas, com destaque para os manifestos feministas futuristas de Valentine de Saint-Point (1875-1953) e “A mulher é uma degenerada” (1924), de Maria Lacerda de Moura. 

Galeria Jaqueline Martins
Rua Dr. Cesário Mota Junior, 433 – Vila Buarque, São Paulo

Fotos divulgação

Martha Araújo – Para Um Corpo Nas Suas Impossibilidades

Regina Vater – Comigo ninguém pode

Lydia Okumura – In Front of Light

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