“Mabe + Tomie” na galeria Cassia Bomeny em Ipanema é o destaque da semana

//“Mabe + Tomie” na galeria Cassia Bomeny em Ipanema é o destaque da semana

Conciliando vigor e delicadeza, Oriente e Ocidente, pinturas de Manabu Mabe (1924-1997) e Tomie Ohtake  (1913-2015) estarão na exposição “Mabe + Tomie”, na galeria Cassia Bomeny, em Ipanema, de 19 de fevereiro a 25 de março. Na exposição, são apresentadas 4 pinturas de Mabe, sendo três óleo sobre tela e um sobre madeira, e outros três óleo sobre tela de Tomie. As obras levantam questões referentes a cor, superfície, dimensionalidade, matéria e forma.

Um dos artistas plásticos brasileiros de maior sucesso internacional, Manabu Mabe nasceu em Kumamoto, no Japão, em 1924. Com dez anos de idade, veio para o Brasil com os pais e três irmãos para trabalhar numa lavoura de café em Lins (SP), onde começou a pintar. Em meados da década de 40, já pintava naturezas mortas e paisagens num ateliê improvisado no próprio cafezal. Em 1956, foi convidado a participar da Bienal de Arte do Japão. Em 1958, mudou-se para São Paulo, onde criou a maioria de suas obras.

Já em 1959, Mabe recebeu o prêmio de melhor pintor nacional da V Bienal de São Paulo e o de destaque internacional na Bienal de Paris, razão pela qual a revista americana “Time” dedicou ao artista uma matéria intitulada “1959: The Year of Manabu Mabe” (1959: O Ano de Manabu Mabe). Em 1986, o artista lançou um livro com 156 reproduções de seu trabalho. Mabe morreu em 1997, em São Paulo.

Já a “dama das artes plásticas brasileira” Tomie Ohtake chegou ao Brasil em 1936, fixando-se em São Paulo. Em 1952, iniciou seus interesses pela pintura através do artista Keisuke Sugano. No ano seguinte, integrou-se ao Grupo Seibi, do qual já participavam Manabu Mabe, Teikashi Fukushima, Flavio-Shiró e Tadashi Kaminagai, entre outros. Tomie definiu-se rapidamente pelo abstracionismo, pesquisando diversas linguagens sobre papel. Desses exercícios, surgiram suas primeiras pinturas de formas orgânicas.

Na década de 60, Tomie viajou para os Estados Unidos e se deparou com os trabalhos do russo Mark Rothko. De volta ao Brasil, desenvolveu uma série de criações sob essa inspiração. Nas décadas seguintes, aumentou a leveza das linhas e a intensidade das cores, demarcando sua obra em fases. Dedicou-se também à escultura e realizou muitas delas para espaços públicos de várias cidades do Brasil e do mundo. Em 1995, foi agraciada com o Prêmio Nacional de Artes Plásticas do Ministério da Cultura, pelo conjunto de sua obra.

Fotos Divulgação

MANABU MABE

MANABU MABE

TOMIE OHTAKE

 

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