Tande ídolo do vólei nacional e gold medal é nosso entrevistado no “Quarenta Views”

//Tande ídolo do vólei nacional e gold medal é nosso entrevistado no “Quarenta Views”

Tande ídolo do vólei nacional e gold medal é nosso entrevistado no “Quarenta Views”


Em 1992 , na final do vôlei masculino das Olimpíadas de Barcelona, o Brasil jogava contra a Holanda que era um time muito bom, mas a esperança da medalha de ouro estava acesa dento de mim e de milhões fãs desse esporte. Toda a seleção era incrível um batalhão de jogadores fantásticos entre o Tande. Ah, não podemos esquecer que Tande é irmão de Adriana Samuel também medalhista olímpica de vôlei de praia.

Alexandre Samuel, o Tande nasceu em Resende, cidade fluminense, a do Ovomaltine e com seu jeito de sempre jovem acionava as plateias de todos os ginásios por onde passava. Ele incendiava dentro da quadra os jogadores, os espectadores o povo em suas casas. Sua figura era longilínea e até ás vezes cômica era carregada de um alto astral e positividade. Na praia também conquistou seus fãs com seu saque potente e ataques infalíveis.

 Tande cresceu, casou teve filhos e depois separou e hoje é comentarista da Rede Globo de voleibol e um dos palestrantes esportivos motivacionais mais disputados por empresas no país. Sua agenda é repleta. 

Conversamos sobre esse momento atual do esporte, claro o vôlei e sobre sua rotina.

 

Tande

1) Como está sua rotina de quarentena?

Minha rotina continua a mesma. Eu tenho uma rotina normalmente então eu não mudei muito apesar de estar em casa eu consigo malhar. Eu planejei uma academiazinha. Eu consigo trabalhar home office, eu faço palestras on-line. Eu consegui me reinventar dentro dessa pandemia. A vida do atleta querendo ou não é uma quarentena querendo ou não. Ficamos concentrados o tempo inteiro, hotel, treino, viagens. São muito parecido os hábitos. 

2) O vólei estava sofrendo com a diminuição dos patrocínios e agora com o distanciamento social o marketing esportivo se reinventando as transmissões via web devem ficar mais fortes?

Acredito que a internet tá entrando e buscando espaço nessas transmissões cada vez mais on-line eu até acredito e os ao vivo são sempre mais importantes. Eu acho que a concorrência dos novos esportes que estão entrando nas olimpíadas, skate, surf, vídeo games quem vem com muita força inclusive o Ronaldo Fenômeno patrocina um time e o Flamengo e Vasco também é um mundo novo que os esportes tradicionais tem que se adaptar o mais rápido possível. 

Os esportes tem que servir um cardápio completo como um grande entretenimento, como é o caso da NBA, que não é só a qualidade técnica e sim oferecer muitos atrativos para os patrocinadores. 

3) Ser gestor de um tine não te motiva e o retorno como comentarista está nos seus planos? 

Não me motiva ser gestor. Para você ser gestor tem que ter um trabalho de médio e longo prazo com um lado social que fideliza e leva a outra performance que é fundamental você ter uma continuidade e referencia desses outros projetos de base. Por outro lado minha vida de comentarista eu continuo vou fazer a Olimpíadas de Tokio em 2021, se acontecer porque tem chance de cancelaram de vez sendo que será a primeira vez que uma Olimpíada é adiada e depois cancelada. Então eu estou no mundo das palestras que eu estou sendo um dos representantes esportivos mais requisitado do mercado. Estava com 26 palestras marcadas, um média de 20 palestras por mês eu adoro inspirar  e motivar pessoas a acreditarem no potencial delas.

 

4) O Rio de Janeiro sempre foi um celeiro de atletas e técnicos de vólei de alto nível como fazer para voltar a participação de grandes clubes de futebol no esporte?

 Acho que o clube de futebol ele tem o atrativo do público que potencializaria muito para voleibol e rivalidades, que já aconteceram no vólei feminino, Virna e Leila no Flamengo contra a Fernanda Venturini no Vasco foi de um charme. Porém, acho impossível os esportes olímpicos dentro de clubes de futebol a prioridade é o futebol e o contra o futebol nada para brigar essa que é a verdade.  O Rio de Janeiro já está em uma crise gigantesca poucas empresas grande maioria foi para São Paulo vide agora o SESC-RJ que era o único time masculino do Rio de Janeiro com Giovanni e com Bernardinho acabou o masculino e só vai continuar o feminino com um pool de patrocínios ou seja colocar um pouco dinheiro para ter visibilidade.

Hoje o voleibol não está na grade principal das maiores emissoras pagas e de assinantes e tudo isso fica mais difícil ainda para divulgação e popularização do esporte. Não falo apenas do vólei, o basquete, outros esportes estamos em um momento de crise mundial e outra realidade e outros interesses. Mas, volto a falar temos que pensar muito que o esporte é a ferramente de transformação. assim como a educação e como é feito nos Estados Unidos atletas saem preparados para vida independente de jogarem seleções nacionais ou se tiveram resultados ou não. 

Tande

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