Um incêndio prorroga a abertura da instalação do artista Tulio Dek em Lisboa

//Um incêndio prorroga a abertura da instalação do artista Tulio Dek em Lisboa

Um incêndio prorroga a abertura da instalação do artista Tulio Dek em Lisboa


Um devastador incêndio florestal ocorrido no dia 12 de setembro, sábado, em Oliveira de Frades e na Serra dos Candeeiros, próximo a Lisboa, destruiu os 500 troncos de árvores que iriam esta semana para a montagem da intervenção do artista brasileiro Tulio Dek no Jardim do Torel, na capital portuguesa.  Cedidos pelo governo português, os troncos eram oriundos de incêndios anteriores no país. Consternados com a amplitude dos incêndios, que desde julho assolam a região central do país, os dirigentes da Junta de Freguesia de Santo Antonio – que administra o Jardim do Torel – prorrogaram a abertura da exposição para o próximo dia 25 de outubro.

Tulio Dek, comenta o fato: “Fiquei muito triste ao saber do incêndio. Por outro lado, vejo isso como um sinal de que estamos no caminho certo, pois é exatamente este o tema abordado. A vida segue imitando a arte. Acho que quando nos propomos a fazer grandes projetos com o objetivo de mudar o mundo , o mundo também pede uma grande mudança dentro de nós. Remarcada para o dia 25 de outubro, tenho certeza de que a intervenção  terá um impacto ainda maior”.

No dia 25 de outubro de 2020, será inaugurada no Jardim do Torel, em Lisboa, uma instalação de grande porte, criada pelo artista brasileiro Tulio Dek. É a primeira vez que um artista realiza um projeto dentro de um parque urbano público em Portugal. Com uma imensa área verde, instalado em três patamares no alto de uma das sete colinas de Lisboa, o Jardim do Torel é um mirante, e permite uma vista privilegiada da cidade. Ao lado do elevador mais antigo da cidade, um de seus lagos foi transformado em “praia” no verão.

Tulio Dek

Rui Afonso Santos, curador do Museu Nacional de Arte Contemporânea, em Lisboa, afirma que “é muito importante a intervenção de Tulio Dek no Jardim do Torel, única no seu gênero, e, pela sua qualidade, é extremamente rara no panorama artístico português”. Ele salienta que “com preocupações ecologistas e humanistas deste cariz, nunca foram feitas em Portugal, intervenções nesta escala, e com esta natureza”.

Tulio Dek

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